nada a ver
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Porque é tão sobrenatural pra mim ver que, em 2005, eu amava uma única pessoa com todas as forças desse planeta, e queria ficar junto, e mandava mensagem, e telefonava, e tinha planos, e de repente, quando tudo acabou, resolvi me trancar pra tudo que veio depois.

Desde 2005 eu não amo ninguém. Desde 2005 eu não sinto saudades desesperadas de ninguém. Desde 2005, as pessoas parecem sem graça. Desde 2005 o máximo que eu tenho são paixões de corredor, de metrô. Desde 2005, só consigo me agarrar aos meus encantamentos bobos por pessoas impossíveis.

E vendo você aí, tão mais longe agora, fica difícil não abrir o jogo e pedir pra voltar a como era há 4 anos. Acho que ainda te amo. Acho que ainda preciso de você. Agora é tão mais claro, mas ao mesmo tempo tão mais impossível.

Feliz Natal.

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